A Novo Encanto na terra dos yudjás

Vídeo mostra expedição à Aldeia Aribaru, no Xingu

*Teodoro Irigaray

John Stokes participa de ritual ao lado de membros da etnia yudjá | Foto: Denise Farias.

A Novo Encanto está lançando, em seu novo site, o videodocumentário Expedição Xingu, que mostra as atividades realizadas pelo norte-americano John Stokes com jovens da etnia yudjá, também conhecidos como os jurunas, no Parque Nacional Indígena do Xingu (MT).

Stokes é reconhecido mundialmente por seu trabalho com a ONG The Tracking Project (“Projeto Pegadas”, em português), que utiliza a técnica do rastreamento de animais para propor às pessoas uma reflexão a respeito de suas próprias pegadas na Natureza.

Promovida pela Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, em parceria com a Aurora Foundation, a expedição que levou Stokes à Aldeia Aribaru, no Xingu, aconteceu em outubro de 2016. Ela foi coordenada por Duarte Antônio Guerra, integrante do Quadro de Mestres do Núcleo Florestal (MT), e realizada pela equipe da Novo Encanto da 13ª Região da UDV.

O “avô pajé” (como Stokes foi chamado, respeitosamente, pelos yudjás) teve a oportunidade de ouvir e aprender com os indígenas a respeito de suas tradições. O encontro fortaleceu a identidade e a ligação dos jovens com a Natureza. Veja o vídeo:

Trabalho em prol da vida

O fortalecimento das populações indígenas é uma ação da Novo Encanto alinhada com um dos objetivos da organização, de trabalhar pelo resgate e pela preservação de valores culturais e conhecimentos tradicionais das comunidades onde atua. A Novo Encanto reconhece que os povos indígenas possuem um papel fundamental na conservação dos megadiversos ambientes dos biomas brasileiros.

Os indígenas são responsáveis, por meio de suas terras homologadas, declaradas e identificadas, pela conservação de cerca de 21% da área da Amazônia Legal, segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA), de 2010.

Entre essas áreas protegidas, destaca-se o Parque Nacional Indígena do Xingu.

Nesse território, às margens do Rio Xingu, vive o povo yudjá, como se autodenominam, nome que significa “donos do rio”, por sua tradição canoeira. Diante da ocupação portuguesa, esses indígenas que habitavam as cercanias de Belém foram expulsos, e depois subiram o Rio Xingu.

Em 1948, quando tiveram o primeiro contato com os irmãos Villas-Bôas, que os consideravam amigos fiéis, esse outrora numeroso grupo estava reduzido a 40 indígenas.

Hoje, cerca de 400 indígenas dessa etnia estão divididos em dois grupos: o primeiro, situado em ilhas do baixo e médio Xingu; o outro grupo, rio acima, já no Parque Nacional Indígena do Xingu.

Apoio da UDV

A Expedição Xingu marcou o quinto ano de atividade da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico e do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (CEBUDV) junto à comunidade dos yudjás.

Desde as primeiras expedições ao Xingu feitas por iniciativa de voluntários do Departamento Médico Científico (DEMEC) do CEBUDV em 2011, a Novo Encanto vem realizando consultorias, em conjunto com o Departamento de Plantio e Meio Ambiente (DPMA) do Centro. A partir de 2016, também vem apoiando este trabalho com o desenvolvimento de projetos nas áreas de Saneamento Ambiental (construção de fossas ecológicas e manejo de resíduos, por exemplo) e Segurança Alimentar (plantando frutas na região), entre outras ações ambientais.

Para ter acesso a mais informações a respeito deste trabalho, além de outras iniciativas e novidades da Novo Encanto (organização com sede em Brasília e representações em todos os estados do país e no exterior), acesse o novo site no endereço: www.novoencanto.org.br.

*Integrante do Conselho de Administração Geral (CONAGE)  e Presidente da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico.


Publicado em 21 de março de 2017. 

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