Visão da imprensa a respeito do Chá Hoasca vem mudando

| 12 Julho, 2021

Pablo Diogo*

Desde que o uso religioso do Chá Hoasca deixou a Floresta Amazônica e começou a ganhar espaço nas cidades brasileiras, autoridades e jornalistas têm demonstrado interesse em saber mais a respeito dessa bebida misteriosa e sobre as pessoas que a utilizam. Tanto jornais e revistas da região amazônica quanto aqueles dos estados do sul do país abriram suas páginas para textos e reportagens abordando o chá, apresentando desde investigações sinceras e objetivas até ataques e sensacionalismo gratuito.

Para entender de que forma o tema do chá está sendo abordado nos meios de comunicação no século 21, a sócia da União do Vegetal Jussara Aparecida Santos de Assis (Núcleo Flor Encantadora, Sabará-MG) defendeu este ano a dissertação de mestrado “Representações jornalísticas da Ayahuasca”, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Ela escolheu dois dos principais veículos do país, o jornal Folha de S.Paulo e o portal G1, e analisou 185 matérias publicadas em ambos, entre os anos de 2006 e 2019.

Em entrevista dada ao Blog do site UDV Ciência, ela comenta sobre os resultados do estudo, e destaca o crescente noticiário sobre os estudos científicos que investigam os benefícios do uso da Hoasca e de seus princípios ativos no tratamento de uma grande variedade de problemas de saúde. Jussara constatou que a visão da imprensa a respeito do chá vem se transformando.

“Há um interesse da mídia em apresentar como legítima esta perspectiva de uso terapêutico do chá”, explica Jussara. “Quando se fala do uso por indígenas, ou do uso religioso, volta e meia surgem questionamentos. Mas, felizmente, o tom sensacionalista que era frequente no passado está sendo contrabalançado por abordagens mais sóbrias e equilibradas”, acrescenta.

Jussara fala também sobre a imagem que a mídia tem apresentado da União do Vegetal. E as notícias são boas; segundo ela conta, aos poucos a UDV começa a ser apresentada nas matérias como um grupo religioso organizado e discreto.

Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

*Pablo Diogo é integrante do Corpo Instrutivo do Núcleo Menino Galante (Mairiporã-SP).