Hino ao Mestre Gabriel

Giuliano Villa Nova*

Autor do Hino ao Mestre Gabriel, Vicente Guillermo chegou à UDV no início da década de 1980, no Núcleo Lupunamanta, em Campinas (SP) | DMD/Núcleo Princesa Encantada

A Representação Geral do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal e o Conselho da Recordação dos Ensinos do Mestre Gabriel regulamentaram a utilização de uma singela composição feita em homenagem ao fundador da União do Vegetal: o Hino ao Mestre Gabriel. Este Hino, ainda pouco conhecido em alguns lugares, passou por uma trajetória de 33 anos até se tornar oficial em todo o Centro.

Gravado em estúdio em 2012, o hino teve sua aprovação confirmada na reunião da Representação Geral com o Conselho da Recordação dos Ensinos do Mestre Gabriel realizada em 28 de novembro de 2015, em Brasília, podendo, preferencialmente, ser ouvido na Sessão do dia 10 de fevereiro, dia consagrado no seio da União do Vegetal por ser o dia do nascimento do Mestre Gabriel.

Concurso

No ano de 1983, foi realizado um concurso, do qual poderiam participar todos os associados do Centro, para escolher um hino que representasse a instituição. Na ocasião, foram apresentadas três composições, cujos autores eram Raimundo Nonato Marques, Francisco Roberto Evangelista e Vicente Guillermo Noriega Moreno.

A banca examinadora avaliou as propostas e decidiu que o hino de autoria de Raimundo Nonato Marques seria o “Hino à Bandeira da UDV”. Já o de Vicente Guillermo Noriega Moreno foi denominado “Hino ao Mestre Gabriel”. A partir de então, o “Hino à Bandeira da UDV” passou a ser ouvido nos dias 10 de fevereiro, 22 de julho e 1º de novembro, na cerimônia de hasteamento das bandeiras, e também nas sessões dessas datas festivas.

Ocorre que, com o passar do tempo, o “Hino ao Mestre Gabriel”, por não ser executado com frequência, tornou-se cada vez menos conhecido. No entanto, seu autor manteve o pensamento de, um dia, ter apoio para gravá-lo de forma oficial.

O autor e a obra

Vicente Guillermo Noriega Moreno, de 79 anos, chegou à UDV no início da década de 1980, no Núcleo Lupunamanta, em Campinas (SP). Equatoriano, reside há algumas décadas no Brasil, depois de ter se formado em Arquitetura – curso universitário do qual foi professor de 1974 a 2001. Pertence ao Corpo do Conselho, tendo sido sócio-fundador do Núcleo Alto das Cordilheiras e, atualmente, integrante do Núcleo Princesa Encantada, ambos em Campinas.

Uma das paixões do Conselheiro Guillermo é a música, elemento muito forte em seu país de origem. Ele possui habilidade com diversos instrumentos, do violão à flauta andina. Essa sensibilidade artística lhe proporcionou a inspiração para compor o Hino ao Mestre Gabriel.

“Em uma manhã de 1983, fui acordado por um pássaro, que cantava insistentemente em uma árvore que ficava em frente à janela do quarto onde eu dormia. O pássaro tinha um canto tão belo que abri a janela para vê-lo. Deparei-me com uma ave verde e amarela muito bonita”, conta o Conselheiro  Guillermo. “Fiquei ouvindo o canto do pássaro e, de repente, um redemoinho de luz invadiu o quarto”, lembra.

Naquele momento, ele sentiu a inspiração. Viu o violão de seu filho que estava ao lado da cama e, empunhando o instrumento, no qual havia a inscrição “Jesus is Love”, compôs o “Hino ao Mestre Gabriel”.

*Integrante do Quadro de Mestres do Núcleo Tucunacá (Fortaleza-CE). Colaboraram Sérgio de Oliveira Cordeiro e Cléber Almeida, respectivamente, integrantes do Quadro de Mestres e do Corpo Instrutivo do Núcleo Princesa Encantada (Campinas-SP).