Mestre Paixão, um caianinho empreendedor

Almir Nahas*

| 8 abril 2018

Neste 8 de abril, Mestre Paixão faria 85 anos | Foto: Arquivo da família.

Hoje, 8 de abril de 2018, Raimundo Pereira da Paixão estaria fazendo 85 anos. Mestre Paixão nasceu em Salvaterra, na Ilha de Marajó, Estado do Pará, em 8 de abril de 1933. Aos 14 anos, mudou-se com seus pais e irmãos para Porto Velho, onde trabalhou inicialmente como estivador. Conheceu o “Seu” Gabriel ainda na década de 1950, quando ambos trabalhavam no setor de enfermagem do Hospital São José. Também frequentaram juntos o Terreiro de São Benedito. Pessoa alegre e cativante, Mestre Paixão foi um dos primeiros Mestres fundadores a sair de Porto Velho para atender a necessidade de expansão da UDV.

Neste 8 de abril, nossas homenagens a esse professor bem humorado e paciente, que soube transpor barreiras e aproximar a cultura cabocla da origem da UDV, transmitindo as primeiras orientações da doutrina do Mestre Gabriel a um grande contingente de discípulos, muitos dos quais tornaram-se dirigentes do Centro.

Neste texto, reunimos alguns depoimentos de integrantes da Direção da UDV que retratam um pouco da índole e do valor pessoal do Mestre Paixão para nossa história institucional:

Leontina Bechara
Membro do Corpo do Conselho do Núcleo São João Batista (Mairiporã, São Paulo)

“Tive a alegria de conhecer o M. Paixão no barco, a caminho de um Preparo no Lago do Arara, em Manaus e depois participar de uma sessão, na então Sede Geral, em Porto Velho, no dia do seu aniversário em 08/04/78, antes de sua vinda para São Paulo. Mas o vínculo de amizade iniciou quando ele e sua família chegaram em SP e foram morar na casa onde eu morava na época. A partir daí, comecei a conhecê-lo melhor e a reconhecê-lo como meu Mestre Representante. Leia o depoimento na íntegra


Henrique Sales Gentil
Mestre Central da 3ª Região

“Mestre Paixão teve participação decisiva na criação do Núcleo Lupunamanta, em Campinas/SP. Sendo Mestre Representante no Núcleo Samaúma, onde alguns irmãos de Campinas eram filiados, ele conseguiu autorização da Representação Geral para que fossem reiniciadas as sessões (suspensas em período anterior) nesta cidade. Ele então vinha de São Paulo, em sábados que não coincidiam com as escalas, para dirigir sessões em Campinas. Leia o depoimento na íntegra


Altenísio José de Albuquerque
Mestre Representante do Núcleo Tempo de Salomão (1ª Região)

“O sorriso franco e aberto era a sua marca registrada, exteriorizando o amor que havia em seu coração por todos, de forma indistinta. Os olhos brilhavam com mais intensidade quando presenteava as pessoas com a alegria do seu interior. E resplandeciam ao lembrar, com emoção e reconhecimento, daquele a quem considerava o seu melhor amigo, Mestre Gabriel, que, carinhosamente, o chamava de ‘Raimundinho’. Assim era o homem Raimundo Pereira da Paixão e, da mesma maneira, era o Mestre Paixão. Leia o depoimento na íntegra


Fábio Angelino Fortunato
Mestre Central da 1ª Região da América do Norte

“Pacientemente, ele chegou. Atentamente, observou. Desconfiado que era, pisou devagarinho no novo chão, São Paulo. Dona Severina, filhos, malas… Aterrissou. Ouvia, compreendia, acolhia e sorria. Era bem vindo e trazia bem aventuranças a todos. Veio a convite, nem sabia mesmo de quem, ou como era de verdade esse Mestre Mario Piacentini. E que dupla formaram… Conheceram-se, tornaram-se amigos. ‘Se não posso ser amigo do Rei, sou amigo do amigo do Rei’, Dizia o anfitrião. Leia o depoimento na íntegra


Genis Garcia Pereira Junior
Integrante do Quadro de Mestres do Núcleo Rei Divino (Mairiporã, São Paulo)

“No primeiro encontro com o Mestre Paixão, em São Paulo, eu vi um sorriso espontâneo e alegre, de quem havia encontrado o caminho da salvação, transmitindo uma serenidade, uma paz, uma paciência incomum, em relação ao que eu conhecia naquela época. Pude acompanhar o carinho e a atenção com que o Mestre Paixão recebia os irmãos que vinham de longas viagens – de Brasília, do Rio de Janeiro, do Sul… – e vinham em busca de orientação, em busca de poder se fortalecer na União do Vegetal, e poder levar a União do Vegetal para as suas cidades. Leia o depoimento na íntegra

*Almir Nahas é membro do Quadro de Mestres da UDV, integrante do CONAGE e Responsável pela Orientação Espiritual com Crianças e Jovens no âmbito do Centro.

7 respostas
  1. Odilia Portugal
    Odilia Portugal says:

    Tive a honra e alegria de conhecer este senhor no Núcleo Samauma, onde convivi durante um tempo. Sempre se mostrou uma pessoa dedicada no servir ao trabalho do MG, trazendo equilíbrio e crescimento ao Núcleo. Muitas vezes veio ao Núcleo Pupuramanta com palavras amigas de orientação e fortalecimento nos auxiliando no desenvolvimento espiritual. Tenho gratidão, reconhecimento e saudades deste senhor.

    Odilia Portugal
    CDC – Agulha de Marear – RJ

    Responder
  2. Miguel Salum
    Miguel Salum says:

    Tive a alegria em conhecer este senhor pessoalmente, mesmo que tenha sido apenas numa tarde de passeio e uma Sessão. Porém, foi suficiente para confirmar o que bem dizem estes depoimentos de pessoas que o conheceram melhor, especialmente da sua passividade, simpatia, boa educação, seu Amor e longa dedicação pela UDV.

    Viva o Mestre Paixão!!

    Responder
    • Renato Barbosa
      Renato Barbosa says:

      Um homem simples e de um sorriso espontâneo e franco. Assim conheci o Mestre Paixão no final da década de 90 .
      Fiquei 15 dias hospedado no Núcleo Mestre Gabriel, em Porto Velho-RO, que ficava próximo a sua casa e me convidou para fazer as refeições com ele, sua companheira, Dona Eva e família. Foram dias bem proveitosos e ricos em conhecimento a respeito do Mestre Gabriel. Tive a oportunidade de recebê-lo em casa, em um das vezes quando esteve no Rio, fortalecendo os laços de amizade .
      Falava de Jesus com muito conhecimento e vivência incomum. Em uma sessão de escala no Núcleo Janaína, M.Paixão se emocionou ao falar/lembrar de seu eterno Mestre, Mestre Gabriel, foi um momento lindo e importante da sessão .

      Grato ao Mestre por tê-lo conhecido!!!

      Renato Barbosa

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  3. Luiz Guilherme Nascimento
    Luiz Guilherme Nascimento says:

    Tive a felicidade de conhecê-lo em vida, e mesmo com o pouco contato que tive com o Mestre Paixão, uma coisa logo me chamou a atenção: sua forma paciente e tranquila de conversar com os irmãos. Também ouvi algumas histórias a seu respeito contadas pelo Mestre Eduardo Pessoa que conviveu com ele por alguns anos no Núcleo Samaúma. Deixou um grande legado para nós discípulos da UDV.

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  4. Julia C. Motta
    Julia C. Motta says:

    Amigos,

    Agradeço-lhes a divulgação desta homenagem singela aos querido Mestre Paixão, Mestre amigo e incentivador da minha evolução espiritual. Conheci o M. Paixão mais de perto quando se casou com Dona Eva e veio passar uns dias em minha casa, em Campinas-SP. Quando o casal chegou, fui buscá-los na rodoviária. Na volta, ele me perguntou: “Onde você mora aqui?” Sem perceber, disse: “no Castelo” (estava me referindo ao Bairro Castelo). Então os dois se olharam e bem devagarzinho me disse: “Olhe, nós somos pessoas simples e acho melhor a gente ficar noutra casa”.
    Por que, Mestre, “Minha casa é simples também”.
    Então respondeu: “Mas você não mora no Castelo?”
    Rimos da confusão na comunicação criada pelo meu jeito de falar.
    Sempre que nos encontrávamos essa história era recontada com boas risadas.

    Mestre Paixão deixou saudades!

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