Guardiões anônimos preservam riquezas naturais

Associação Novo Encanto é identificada como entidade protetora da floresta amazônica por agência de notícias ambientais pelo trabalho desenvolvido no Seringal, e recebe comentários favoráveis de internautas.

A notícia é de Carmina Dias para o blog Agência de Boa Notícia

A devastação da floresta amazônica, causada por extração ilegal de madeira, agricultura predatória, queimadas e derrubada de árvores, gera más notícias. A boa notícia é a existência de entidades e pessoas que remam contra a corrente e seguem protegendo e amando a floresta. Um bom exemplo que a Agência da Boa Notícia encontrou a 142 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, foi no Seringal Novo Encanto, mantido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico.

A sede do Seringal fica num barranco às margens do rio Iquiri. Oficialmente localiza-se no município de Lábrea, no Estado do Amazonas, e sua divisa ao sul é com o Estado do Acre. O seringal tem uma área de 8.125 hectares, equivalente a 8.125 campos de futebol. Desse total, 98% da área são de floresta preservada, e 2% de área em pasto, com seis nascentes, 12 igarapés e 381 espécies vegetais identificadas.


 A Associação Novo Encanto foi criada em 1990 com o fim de preservar aquele pedaço verde na Amazônia. No início do século XX havia atividade de extração da borracha, mas hoje ali são desenvolvidas apenas ações de ecoturismo (somente oito expedições até agora) e atividades econômicas sustentáveis: produção de castanhas e couro vegetal.